domingo, 4 de setembro de 2011

Volume de lixo espacial é extremo

Cape Canaveral  - O volume de entulho orbitando a Terra chegou a um "ponto extremo" para colisões, o que gera mais detritos e põe em risco astronautas e satélites, segundo estudo de uma instituição norte-americana de pesquisas divulgado nesta quinta-feira.
A NASA precisa de um novo plano estratégico para mitigar os riscos impostos por carcaças de foguetes usados, satélites descartados e milhares de outros pedaços de lixo espacial voando ao redor do planeta a velocidades da 28.164 quilômetros por hora, afirmou o Conselho de Pesquisa Nacional dos EUA no estudo --uma organização privada e sem fins lucrativos que fornece consultoria científica.
Os detritos em órbita representam uma ameaça para os cerca de mil satélites comerciais, militares e civis na órbita do planeta --parte de uma indústria global que gerou 168 bilhões de dólares em receita no ano passado, de acordo com dados da Associação da Indústria de Satélites.
O primeiro choque espacial ocorreu em 2009, quando um satélite de telecomunicações da Iridium e um satélite russo não-operacional colidiram 789 quilômetros acima da Sibéria, gerando milhares de novos detritos em órbita.
A colisão aconteceu após a destruição, em 2007, por parte da China, de um de seus satélites climáticos fora de uso como parte de um teste amplamente criticado de mísseis anti-satélite.
O volume de detritos em órbita monitorados pela Rede de Vigilância Espacial saltou de 9.949 objetos catalogados em dezembro de 2006 para 16.094 em julho de 2011. Quase 20 por cento dos objetos são provenientes da destruição do satélite chinês Fengyun 1-C, afirmou o Conselho de Pesquisa Nacional.
Alguns modelos computacionais mostram que a quantidade de lixo em órbita "chegou a um nível extremo, com detritos suficientes em órbita para causar colisões contínuas e criar ainda mais destroços, o que aumenta o risco de falha de viagens espaciais", disse o conselho em um comunicado divulgado nesta quinta-feira, como parte de seu relatório de 182 páginas.
Além de mais de 30 descobertas, o painel fez recomendações para a NASA sobre como mitigar e aprimorar a situação do lixo espacial, o que incluiria a colaboração com o Departamento de Estado para desenvolver o sistema regulatório sobre a remoção de lixo espacial.
Atualmente, por exemplo, acordos internacionais proíbem países de remover ou coletar objetos espaciais de outros países.

Por Reuters
• Sexta-feira, 02 de setembro de 2011 - 08h39

Sacola plástica deve ser abolida em 2012

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinou hoje um protocolo de intenções com a Associação Paulista de Supermercados (Apas) para acabar com o uso de sacolas plásticas descartáveis. Estima-se que, por mês, são consumidas cerca de 2 5 bilhões de sacolinhas plásticas de origem petroquímica nos supermercados paulistas.
A meta do governo e da associação é eliminar a utilização dessas sacolas a partir de janeiro do ano que vem.
A iniciativa já é realidade em Jundiaí, no interior do Estado, onde o uso da sacola descartável foi praticamente abolido. De acordo com a Apas, a maioria dos consumidores opta pelas sacolas retornáveis e carrinhos de feira, e poucos pagam os R$ 0,19 pela embalagem biodegradável, feita de amido de milho. Além disso, os supermercados oferecem caixas de papelão para o consumidor. Segundo a Apas, a substituição de embalagem teve adesão de 95% dos supermercados de Jundiaí e recebeu a aprovação de 75% da população.
O protocolo assinado hoje por Alckmin para levar essa prática a todo o Estado, na abertura do 27º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, na capital paulista, prevê que os supermercados terão seis meses para fazer campanhas de estímulo à mudança de hábito.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, participou da cerimônia e disse que o projeto vai ao encontro dos anseios dos brasileiros. "É muito importante que a gente possa avançar em políticas públicas que protejam o meio ambiente", defendeu. O prefeito disse ainda acreditar em um entendimento para que, numa segunda etapa, as sacolinhas biodegradáveis não sejam cobradas, mas oferecidas gratuitamente aos consumidores.
Na chegada, o governador enfrentou protestos de representantes do Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo. Cerca de 50 manifestantes carregavam faixas em que acusavam Alckmin de reduzir empregos e aumentar o lucro dos supermercados. O coordenador político do sindicato, Osvaldo Bezerra, alega que o projeto pode representar o fechamento de 20 mil vagas diretas e 100 mil indiretas. "Essa iniciativa causa impacto negativo na geração de empregos e aumenta o custo para o consumidor, que terá de pagar pelas novas sacolas".
O benefício ambiental, no entanto, deve ser grande. Dados da Secretaria Estadual do Meio Ambiente indicam que são produzidas no País 210 mil toneladas anuais de plástico filme (matéria-prima da sacolinha). Nos aterros sanitários, elas levam 100 anos para se decompor e se misturar ao solo. Já a sacola biodegradável, segundo a secretaria, se desfaz em até 180 dias em usina de compostagem e em dois anos em aterro.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Caixa eletronico é arrombado em São José da Lagoa tapda -PB

 Mais uma agencia bancária é arrombada na Paraiba, dessa vez a cidade escolhida foi São José da Lagoa Tapada, mas aparentemente não levaram nada, pois o caixa parece esta ainda lacrado o sinistro aconteceu na noite desta segunda e madrugada de terça-feira, aqui como no Estado inteiro a segurança fica a desejar pois a cidade tem apenas dois policiais de plantão não atendendo a normas de segurança de uma cidade mesmo pequena como São josé da lagoa Tapada.


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Estado vai construir escola técnica no Sertão

O prefeito Carlos Rafael Medeiros de Sousa (PTB) e o presidente da Câmara Municipal de Cajazeiras, vereador Marcos Barros de Sousa, formalizaram a doação ao Governo do Estado de uma área de 13.200 m² para a construção da Escola Técnica Estadual na cidade de Cajazeiras. Doado por meio de escritura pública sem encargo aos cofres estaduais, o terreno foi desmembrado de uma área urbana de 83.000 m² localizada às margens da rodovia BR-230, no quilômetro 494.
No ato da entrega da documentação ao governador, o prefeito Carlos Rafael lembrou que tão logo tomou conhecimento do desejo manifestado por Ricardo Coutinho de construir em Cajazeiras uma Escola Técnica Estadual, tomou as providências necessárias para que a área fosse doada para o Estado no menor espaço de tempo possível. O processo incluiu levantamento topográfico, inspeção de equipe técnica do Governo para conferir a viabilidade da área para a construção da escola, elaboração de projeto, aprovação por parte do Poder Legislativo, sanção por parte do prefeito, publicação oficial da lei e, por fim, a entrega do documento ao governador.
Com a posse da área passada oficialmente para o Estado, o governador Ricardo Coutinho afirmou que pretende tornar realidade a implantação da Escola Técnica Estadual no mais breve espaço de tempo possível. Ele observou que o projeto tem por base a parceria do Governo do Estado com o Ministério da Educação e Cultura, e lembrou que na última segunda-feira (15) esteve reunido com o ministro Fernando Haddad, oportunidade em que reforçou a importância do projeto para a região de Cajazeiras e defendeu celeridade no andamento do processo.

“Acredito que, com essas escolas técnicas, cerca de 15 que iremos construir, e com a transformação de outras escolas que já estão construídas em escolas de ensino técnico e profissionalizante, nós estaremos dando à Educação o tamanho que ela precisa ter dentro do Estado”, ressaltou.
Segundo observou, há algumas áreas que têm muito mais empregos disponíveis e salários maiores do que os próprios salários de empregos de nível superior. “Hoje a lógica se inverteu, e o Brasil precisa se adaptar a essa realidade, que é a realidade da Coreia, da China, dos Estados Unidos, da França, da Inglaterra, onde o ensino técnico, ou a formação de mão-de-obra técnica, é superior à formação de mão-de-obra universitária”, comentou o governador.

Ricardo lança Plano de Educação com investimentos de R$ 250 milhões

O governador Ricardo Coutinho apresentou, na manhã desta segunda-feira (22), no Cine Banguê do Espaço Cultural, os 33 projetos do Plano de Gestão “Paraíba Faz Educação”, que inclui a realização, este ano, de um concurso público para preenchimento de 1.040 vagas para professores de Ensino Médio. Os investimentos na educação totalizam mais de R$ 250 milhões em dois anos nos eixos: educação continuada e educaçãoem expansão. 
A meta do governo é contratar todos os 1.040 candidatos aprovados no concurso para várias regiões já no primeiro semestre do próximo ano. “Queremos que as contratações ocorram se uma só vez, pois o concurso será feito de acordo com as vagas a serem preenchidas, sem que as convocações se arrastem por vários anos”, explicou.
Durante solenidade, que lotou o Cine Banguê, o governador também assinou Medida Provisória criando o programa Educação Exemplar, que irá valorizar as melhores práticas nas áreas de gestão participativa. O programa institui os prêmios Gestor Exemplar, que vai premiar 100 escolas que atingirem os melhores índices de aprendizagem do IDEB e IDEPB, e o Professor Exemplar, que vai conceder o 14º salário aos professores e aos funcionários que apresentarem práticas inovadoras nas escolas.
Outro projeto importante a ser implantado pelo governo do Estado é incluir o 13º salário do Bolsa Família para os beneficiários do programa que participarem de cursos de alfabetização e profissionalização. Somente este ano, serão disponibilizados seis mil vagas pelo Estado nos cursos de formação continuada e em cursos rápidos de pedreiro, carpinteiro, encanador, entre outros.
“Esse é um chamamento que estamos fazendo não em função do dinheiro da bolsa, mas em função de um investimento para melhorar a vida das pessoas beneficiárias. Estamos dando a vara de pescar para as pessoas que quiserem sonhar e construir um futuro melhor. O programa tem que ser uma passagem, e não um porto de chegada”, ressaltou Ricardo Coutinho.
O governador disse ainda que o “Paraíba Faz Educação” vai oferecer um novo ritmo à educação, unindo não só o aprendizado em sala de aula como também a inclusão de uma proposta interdisciplinar. “Estamos implantando um plano que olha a educação como política de Estado, não apenas de um mandato, para que as sementes plantadas hoje sejam colhidas pelo povo e pelas próximas gerações. Não há democracia que não passe pelo fortalecimento e a melhoria da educação”, disse o governador.
Programas e ações – Na lista dos 33 programas a serem implantados, ou já em funcionamento, está o Plano de Formação Continuada dos profissionais da Rede Estadual que vai capacitar 23 mil docentes entre setembro e dezembro deste ano; a construção de 12 centros estaduais de formação de professores e a publicação, nesta terça-feira (23), do edital para abertura do processo seletivo para a escolha dos 14 gestores das gerências regionais.
O Governo do Estado também implantará o projeto Paraíba Alfabetiza que levará o conhecimento e a alfabetização a jovens, adultos e idosos, por meio de um Projeto de Orientação Profissional, executado pelo Empreender PB, e que inclua a oferta do 13º salário do Bolsa Família aos alfabetizados. O investimento no programa é de R$ 15,7 milhões.  “A nossa meta é até 2014 alfabetizar 25% de jovens adultos e idosos, com base nos dados do Censo (2010)”, explicou o governador.
Formação Técnica – Outra aposta do governo do Estado é a expansão da educação profissional com investimento na infra-estrutura das escolas de Ensino Médio e integrado à Educação Profissional, a construção de 15 Escolas Técnicas Estaduais e a implantação de Escolas de Tempo Integral em 239 escolas do Ensino Fundamental entre 2011/2012, e em 36 do Ensino Médio Inovador, em 2012.
As Escolas Técnicas Estaduais serão instaladas nos seguintes municípios: Bayeux, Cajazeiras, Campina Grande, Cuité, Guarabira, Itabaiana, Itaporanga, João Pessoa, Mamanguape, Monteiro, Patos, Princesa Isabel, Santa Rita, São Bento e Sousa. Mais sete escolas de ensino médio serão adequadas para a educação profissional no início do ano letivo de 2012 em Bananeiras, Cajazeiras, Guarabira, Patos, Pombal, Serra Branca e Sousa.

Governador durante apresentação dos 33 projetos do Plano de Gestão. Foto:José Marques/Secom-PB

Governo antecipa para amanhã pagamento de pessoal

Governo do Estado, por meio da Secretaria de Administração, determinou a antecipação do pagamento da folha de pessoal de todos servidores públicos – ativos, inativos e pensionistas – e das unidades gestoras das administrações direta e indireta do Governo do Estado, para esta terça-feira (23), pelo Banco do Brasil.
O motivo para a antecipação, excepcionalmente neste mês de agosto, ocorre porque o contrato com o Banco do Brasil termina nesta terça e, segundo a secretária de Administração, Livânia Farias, os servidores públicos estaduais não poderiam ficar prejudicados.
A rescisão com o Banco do Brasil se deu pelo fato de o contrato contrariar expressamente uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) e a orientação normativa da Advocacia Geral da União (AGU).
Foi aberta a licitação para a contratação definitiva e legal dos serviços, especialmente quanto à centralização, ao processamento e ao pagamento da folha de pessoal, em 11 de julho passado, mas  as instituições bancárias interessadas não participaram, alegando que o Estado ainda mantinha um contrato com o Banco do Brasil.
Dessa forma, a Secretaria de Estado da Administração, orientada pela Controlaria do Estado, fará nova licitação para a escolha do banco responsável pela conta dos servidores estaduais.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

História

A noite em que João Pessoa esteve em Princesa

PAULO MARIANO
No cume da serra da Cascavel que protege a cidade de Princesa do vento frio e cortante do leste, Caboclo Fogueteiro aguardava impaciente a passagem do Presidente João Pessoa que pela primeira vez visitava o reduto do famoso coronel José Pereira.
Ao cair da tarde calorenta de 19 de fevereiro de 1930, o foguetão espocou. Era o aviso. A multidão agitou-se. As bandeiras encarnadas colocadas ao longo das ruas, contrastavam com as folhas verdes dos fixus-benjamins que arborizavam as artérias principais e davam um visual da cidade engalanada que se preparava para receber, pela terceira vez em sua história, um Presidente de Estado.
Uma pequena multidão foi convocada para aclamar o presidente e sua comitiva. Os 16 automóveis da cidade passaram o dia conduzindo o povo dos sítios próximos para a grande festa de recepção. Era mais uma demonstração da influência política do coronel.
Os sertanejos olhavam na direção da velha e secular igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho, onde desembocava a entrada principal da cidade, na ânsia de ver a chegada triunfal do ilustre visitante. João Pessoa não vinha à Princesa inaugurar nenhuma obra, nem estava preocupado com o eterno problema da região – a seca – que vinha dizimando o homem do campo. Era uma visita política.
No calçadão da casa do coronel, a fina flor da sociedade princesense dava os últimos retoques no vestuário. O coronel José Pereira, ladeado pelos futuros ministros do Território Livre de Princesa, Senhor Rodrigues, major José Frazão e o tenente Antônio Cordeiro Florentino, conversavam. Na primeira fila, padre Francisco Lopes, vigário cooperador, representava padre Floro que era avesso à festa. Tenente Arruda, delegado de polícia e os seis soldados do destacamento local, permaneciam perfilados. Major José Frazão, prefeito da cidade, enquanto ajeitava a gravata borboleta, lamentava a ausência do Dr. Clímaco Xavier, Juiz de Direito da Comarca. Os 22 músicos da banda sob o comando da batuta do maestro Joaquim Leandro, davam uma rápida olhadela nas partituras musicais do dobrado que iriam executar.
Ronco Grosso, o cabra mais valente e destemido da guarda pessoal do coronel, espalhava seus homens em pontos estratégicos.
O povo impaciente escangotava o pescoço e arregalava os olhos para os três automóveis da comitiva, que paravam em frente à casa do coronel. O cadete, José de Campos Góes, saudou o visitante. De voz rouca, João Pessoa agradeceu a homenagem, concluindo: “Não estou aqui em visita de observação e sim de cortesia ao ilustre coronel José Pereira.” Alguém observou que o presidente era “um homem duro e não dava demonstração de riso pra ninguém.”
Durante o grande festim, Mestre Belinho, santeiro famoso, pintou a bico-de-pena, o perfil do visitante. As ruas especialmente iluminadas, retreta no patamar da velha igreja; fogos e balões riscavam a escuridão.
O povo nas ruas principais num vai e vem constante ignorava o cardápio do banquete que só os privilegiados tiveram acesso e que no final teve como único orador o Secretário de Interior e Justiça, José Américo de Almeida, que conhecendo com riqueza de detalhes o cunho político da visita e sabendo da amizade do coronel para com o chefe do Partido Liberal, preferiu, depois do agradecimento, falar sobre a personalidade do estadista Epitácio Pessoa.
E quando teve início o grande baile com a afinada “jazz band” da cidade, o coronel trancou-se numa pequena sala de reuniões com o presidente e conversaram horas seguidas. Os historiadores ainda hoje desconhecem grande parte do diálogo. Os amigos mais íntimos do coronel sabiam que estava em via de efetivação imediata um rompimento político e circulavam insistentes boatos na cidade que o presidente estava trancado como medida de segurança para evitar que fosse assassinado. Porém a conversa girou em torno de dois assuntos: a não inclusão na chapa que disputaria eleições naquele ano do senhor João Suassuna, para Deputado Federal, além do pedido para que José Pereira desarmasse seus homens, num plano a curto prazo que João Pessoa tinha em mente que era acabar com o coronelismo. Por falta de habilidade política, não chegaram a nenhum acordo. A composição da chapa era o assunto mais delicado, porém, o desarmamento da guarda pessoal do coronel – muito mais numerosa que o efetivo policial da cidade – alterou o tom da conversa quando o presidente repetiu: “é do meu programa acabar com o banditismo” e insinuou que o coronel “era protetor de cangaceiros”. José Pereira respondeu irritado: “mantenho homens armados para defender a cidade do bando de Lampião”. A partir desse encontro histórico, o coronel só acompanhou o presidente até o carro, no dia seguinte às sete horas da manhã, quando João Pessoa partiu de regresso.
Com o rompimento oficializado em 22 de fevereiro de 1930, José Pereira rebelou-se. Era o início da Revolta de Princesa que precipitou o fim do feudo do coronel José Pereira e transformou Princesa na cidade mais histórica da Paraíba.
 
Blog do Tiao Lucena